terça-feira, 31 de janeiro de 2017


Obras nas Escolas ou outra história?À procura dos fundos europeus poderia ter sido o título...

     Quando o Ministério da Educação diz que há 320 milhões de euros para obras nas escolas, a "esmola" é grande e o pacato trabalhador neste tipo de estabelecimentos desconfia. Porém, o caso é esclarecido quando se refere que "O financiamento é europeu em grande parte, as obras têm de ser feitas até 2020 para que as verbas não tenham de ser devolvidas".Afinal é sempre a mesma coisa a que estamos já habituados.
    A notícia é boa, mas a pergunta que se coloca é sobre aquilo que irá substituir o modelo de funcionamento da "Parque Escolar" que contribuiu claramente para aumentar as assimetrias na qualidade dos edifícios que existem por esse país fora.
   É importante, porém, que seja criado um mecanismo de fiscalização para este tipo de obras que não permita mais os excessos que ocorreram no passado nalguns locais em detrimento de outros em que ficou tudo na mesma.Por essa razão surgem as notícias de edifícios escolares em que chove lá dentro em detrimento de outras que têm um nível de qualidade elevado com custos de manutenção correspondentes.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Amontoados de sinalética

Existem pontos por esse país fora em que não dá para perceber quais os critérios que levaram à colocação de placas de informação ou sinais de aviso para o trânsito em determinados locais.Na maior parte dos casos nem ligamos ao problema, excepto quando ele também nos coloca em risco. Por essa razão "O jardineiro" perdeu a paciência e escreveu um texto sobre o assunto para o "Diário As Beiras" que apareceu no "Leitores|Correio" do dia 18 de janeiro.
O título em referência foi o "Aqui há gato!"

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A morte de Mário Soares pelo mundo

“Pai da democracia" e do Portugal contemporâneo: é assim que a maioria da imprensa internacional descreve Mário Soares. A morte do antigo Presidente da República faz manchete em Espanha e é ainda notícia em França, Alemanha, Reino Unido, EUA e Brasil.
in Público de 7/1/2017

A morte de Mário Soares representa um marco na vida de Portugal e dos portugueses. A forma como os outros povos o vêem é reveladora de uma vida vivida à qual ninguém consegue ficar indiferente.
As suas opções não agradaram a todos, nem tal seria possível porque implicaram, em muitos casos, com a forma de vida de muitos que viveram na sua época. Foi um político que se divertiu a fazer política prestando uma lição que muitos nunca aprenderam porque a conseguiram transformar numa coisa execrável e mal vista, mas necessária.
A mudança de paradigma do ato de fazer política surge num tempo de desencanto de Mário Soares como próprio projeto europeu.
Acontece que esta simultaneidade deveria fazer-nos reflectir e, no mínimo, seria homenagear a memória deste resistente, que agora desapareceu, "roendo a corda" a muitas das opções europeias tomadas num passado em que fizeram todo o sentido num tempo em que ele viveu, mas que se revelam avassaladoras no sec. XXI.
Acredito que não faremos mais do que ele próprio faria se por cá andasse e tivesse forças para isso, devendo tal como ele, prosseguir sem cair em radicalismos desnecessários e procurando consensos.
O europeísmo de Mário Soares foi ultrapassado pelas realidades migratórias dos povos em conflito e ele sabia disso.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Estatuto da Carreira Docente para congeladinhos!...

       Em 10 anos não podemos falar em agonia.Está congeladinho em câmara hiperbárica para acordar num futuro próximo em que se descubra a cura!Porém, o modelo de avaliação também!O que mudou?!

A que se deve o facto de sermos o país que mais subiu no PISA?Têm dúvidas?


Deve ser às óptimas escolas que temos, aos excelentes programas dificilmente exequíveis, ao modelo de gestão e administração escolar e ao modelo de avaliação dos professores...


"Não certamente apenas e só às políticas e às mudanças curriculares, que é o que sobressai nas notícias nacionais e internacionais, mas também, e talvez sobretudo, ao trabalho dos professores que, muitas vezes em condições adversas, não desistem de ensinar."

"Desde o início deste século que os sistemas de ensino do vasto espaço que é a OCDE e do espaço mais restrito que é a UE se têm concentrado cada vez mais na preparação dos alunos para mostrarem resultados nos programas internacionais de avaliação, nomeadamente o PISA e o TIMSS."

Fonte:
De Rerum Natura: A que se deve o facto de sermos o país que mais su...

domingo, 19 de abril de 2015

A ressurreição não pode ser adiada (2)

Li o texto de Frei Bento Domingues e fiquei sensibilizado porque desmonta o ilusionismo crescente e que é perigoso.

Recomendo a leitura, também.

"É a ressurreição dos mortos-vivos, dos sem rosto, dos mais pobres, dos mais desfavorecidos, dos não rentáveis, dos ejectados do círculo virtuoso do liberalismo económico, que constitui o desafio lançado a todas as pessoas de boa vontade. A peça de teatro de Jean-Pierre Sarrazac, O Fim das Possibilidades - uma Fábula Satânica –, encenada por Nuno Carinhas e apresentada nos TNSJ e TNDII [1], mede-se precisamente com o que há de mais arcaico e persistente no livro de Job, confrontado com as características da crise actual, aprofundando, em parábola, o seu conhecimento, a partir de muitos afluentes. 
Temos de enfrentar a desesperança, mas sem recorrer à publicidade enganosa: “o futuro está de volta”. José Silva Lopes era considerado um dos maiores economistas do país, mas não confundia a esperança com ilusões. Recebeu o Expresso [2] para uma entrevista, dois meses antes de morrer. Temos, agora, acesso à sua opinião sobre algumas questões incontornáveis da nossa actualidade.
Segundo Silva Lopes, a austeridade está para durar e só por si não resolve nada. Os resultados da austeridade são zero ou mesmo negativos, como ficou demostrado na Grécia. Por outro lado, em Portugal, os donos das grandes empresas distribuem muitos dividendos ou tiram dinheiro às empresas para o colocar no estrangeiro. Constituíram grandes dívidas cá para não pôr o (dinheiro) deles na empresa, ou até para o tirar.
Com o subsídio ao abate de carros, arranjamos empregos para a Alemanha, em vez de os criar em Portugal. Há muitas palavras sobre exportações, mas não correspondem a investimentos novos a elas destinados e não travámos as importações. Atreveu-se a dizer que o governo sabe pouco de economia. Destaca, no entanto, que tivemos duas sortes enormes: a descida do preço do petróleo, que é um alívio extraordinário, assim como a baixa nas taxas de juro."
in Publico 19/04/2015

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mais de 100 chefes de Estado no último adeus a Mandela - Internacional - Sol

Mais de 100 chefes de Estado no último adeus a Mandela - Internacional - Sol


A importância da homenagem ao homem é a transformação dos valores que a figura representa de respeito pela liberdade dos povos num verdadeiro acontecimento social.

Não sei se Nelson Mandela estaria de acordo com tudo isto, ou, no mínimo, que não contemplasse com alguma admiração os beijos trocados entre as suas ex-mulheres.

Melhor do que isto só o mito quase bíblico do homem que conseguia pôr "as pedras do deserto a dar leite".

Parece que a Nelson Mandela pouco faltava para tal, mas daí a ser santo....

O jardineiro